[Relatório] Cidades Seguras para as mulheres

Atualizado: Set 23

A cidade que se tem, a cidade que se quer. Por Cidades Seguras Para Mulheres


Publicado em Cidades Seguras


TRANSPORTE:


PROBLEMA:


A falta de qualidade nos transportes públicos das cidades brasileiras não é assunto novo. Todos os dias milhares de pessoas se apertam em ônibus, metrôs e trens lotados para chegar ao trabalho e para voltar para casa. Passagens caras, mão de obra explorada e infraestrutura precária são algumas de suas características. No entanto, para as mulheres o transporte público muitas vezes significa mais do que um simples desconforto. Ele se torna um lugar de assédio, verbal ou físico, e até mesmo de violência sexual.


SOLUÇÃO:


Para garantir que todas as mulheres tenham seu direito de ir e vir respeitado é preciso mudar comportamentos. Campanhas educativas e medidas protetivas dentro dos transportes públicos são essenciais para combater assédio e violência. Mas também é fundamental a melhoria na qualidade e quantidade da frota dos meios de transporte público, priorizando a oferta para as áreas de periferia e comunidades e capacitando motoristas e cobradores para lidarem com casos de assédio dentro dos coletivos.


ILUMINAÇÃO:


PROBLEMA:


A iluminação pública é um grande problema para todos na cidade. No entanto, ruas escuras e mal iluminadas representam uma ameaça ainda maior para as mulheres. Muitas vezes é preciso alterar um caminho, andar mais rápido para passar por um local escuro ou até deixar de circular por determinada hora. O medo da violência aumenta nas periferias e locais mais pobres, onde a iluminação é um problema estrutural grave, levando vulnerabilidade a milhares de mulheres e limitando sua mobilidade urbana.


SOLUÇÃO:


Governo e concessionárias têm que garantir a universalização da implantação da iluminação pública e sua manutenção, fazendo o serviço chegar a todas as ruas, becos, praças, praias, ciclovias, parques, comunidades, pontos de espera por transporte público, e quaisquer acessos a unidades de utilidade pública como estabelecimentos de ensino e de saúde.


+Leia mais: A Cidade é de quem?