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Chineses temem que fluxo de carros na Ponte Salvador-Itaparica não pague a conta da gestão

A ponte vai ser construída e gerenciada pelo mesmo consórcio durante 30 anos. Por Carolina Papa e Gabriela Araújo


Publicado no Bahia.ba


O governador Jerônimo Rodrigues (PT) informou à imprensa que o consórcio da Ponte Salvador-Itaparica teme que “o fluxo de carros não chegue ao ponto de pagar a conta da gestão”. O grupo será responsável pela administração da ponte por 30 anos. Atualmente, a construção está em processo de sondagem.


“No evento da BYD, o embaixador da China no Brasil estava conosco. Ele tem ajudado bastante a gente a conversar com as empresas para que a gente possa antecipar. Tem a parte burocrática mesmo. Não é mais na obra da ponte, é na gestão posterior da ponte. Eles temem que o fluxo de carros não chegue ao ponto de pagar a conta da gestão da ponte”, disse Jerônimo para jornalistas na tarde desta segunda-feira (16), na Conferência que marca a abertura da vigésima edição da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, no Instituto Anísio Teixeira (IAT).


O contrato para a construção da Ponte Salvador-Itaparica, avaliada em R$ 13 bilhões, foi assinado em 2020. Em setembro, um grupo de acionistas da CRCC Investimentos Internacional foi até a Baía de Todos os Santos para vistoriar a área. O processo de sondagem, de acordo com o chefe do Palácio de Ondina, caso detecte anormalidades no projeto poderá aumentar “o valor da ponte”.

“A ponte vai ser construída e gerenciada pelo mesmo consórcio durante 30 anos. Eles estão preocupados com isso e tem aí uma junta de profissionais que julgam esses processos, pois às vezes a posição do estado é uma e a da empresa é outra. Quem julga sobre isso é uma comissão e é essa comissão é que tá, justamente, nos últimos detalhes”, afirma.

“Nós caminhamos juntos com o processo de sondagem. Já está na China. Foram modificados equipamentos que são mais eficientes no custo e na rapidez. Eu espero que nessa semana ou na outra a gente possa ter uma resposta do consórcio sobre ter condições de ter o parecer. A sondagem é que vai determinar a quantidade de pilastras, profundidade, qual é o custo definitivo, se tiver dentro do padrão é um valor, se tiver algo anormal é possível que se aumente o valor da ponte”, completa.

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