“Prefeitura passa custo para o usuário, isso que é desequilíbrio”, afirma Sedur em resposta à Semob

Secretário da Semob havia usado a integração com o metrô como justificado para a tarifa de Salvador ser a maior entre as capitais nordestinas.


Publicado no Metro1

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia rebateu a fala do secretário de Mobilidade de Salvador, Fabrizzio Muller, que citou a integração com metrô como justificativa para a passagem de ônibus em Salvador ser mais cara entre as capitais do Nordeste. De acordo com a pasta estadual, o usuário do transporte coletivo em Salvador faz as ligações intermodais sem custos adicionais, como foi mencionado pelo secretário municipal.


“Atualmente um passageiro pode fazer a sua viagem utilizando dois ônibus e o metrô pagando a mesma tarifa de R$ 4,90, porém, não é verdade que dessa tarifa 61% irão para o metrô e 39% para o ônibus. Atualmente os passageiros transportados pelo metrô 75% são integrados com os ônibus, sendo que, desses percentuais, 68% utilizam ônibus e 32% utilizam os dois ônibus”, rebateu a Sedur em nota enviada ao Metro1.


Segundo a pasta, 52% da tarifa paga remuneram os ônibus, “ou seja, dos R$ 4,90 do valor da tarifa R$ 2,55 irão para o sistema de ônibus e R$ 2,35 é a remuneração do metrô”. A Sedur informou ainda que os 48% que restam dessa divisão tarifária não cobrem os custos do metrô, “o que faz com que o governo do Estado tenha que assumir esse déficit, pagando R$ 1,40 por passageiro integrado”.


“Assim, os usuários do transporte coletivo do município para garantir essa tarifa única de integração entre os modais e os passageiros que só utilizam o metrô, o governo do estado mantém a tarifa menor a um custo de R$ 4,10”, explicou a pasta.

“Entretanto, o governo entende que existe um desequilíbrio no sistema, mas não entre uma divisão tarifária, e sim nos enormes custos que hoje o sistema de ônibus tem, operando linhas superpostas e concorrentes, inclusive com o metrô, com itinerários irracionais, de quilometragem muitas vezes superior à 40 km de viagem. E a Prefeitura repassa todo esse custo para o usuário, pela tarifa. Isso é que é desequilíbrio!”, finalizou a nota.