O tempo da bicicleta

A bicicleta como equipamento esportivo ou meio de transporte tem inspirado a criação de vias exclusivas para adeptos das pedaladas, oferecendo alternativa aos poluentes veículos movidos a combustível de origem fóssil. Por Redação


Publicado no Jornal A Tarde

Hoje, Dia Nacional do Ciclista, é a oportunidade de contribuir para salvar vidas, mediante o apelo à virtude da prudência | Foto: Felipe Iruatã

A bicicleta como equipamento esportivo ou meio de transporte tem inspirado a criação de vias exclusivas para adeptos das pedaladas, oferecendo alternativa aos poluentes veículos movidos a combustível de origem fóssil.


Hoje, Dia Nacional do Ciclista, é a oportunidade de contribuir para salvar vidas, mediante o apelo à virtude da prudência, como necessária, embora insuficiente, porque o bom convívio com motoristas depende de investimentos na educação dos brasileiros.


Aumentou numa proporção de três em cada grupo de dez o número de acidentados em suas magrelas, como são carinhosamente chamados os artefatos criados na Revolução Industrial e logo transformados em um dos animados esportes de competição no início da Era Moderna.


Tão afeiçoadas tornaram-se as pessoas ao invento movido a energia humana, a ponto de clubes populares terem nascido dos primeiros velódromos, palcos no Brasil de confrontos pioneiros no futebol, improvisando-se o quadrilátero do jogo de bola a partir das pistas.


Em Salvador, como mostra hoje a edição de A TARDE, crescem os grupos de aficionados no traçado irregular da primeira capital, desenhada como cidade medieval em meio a acidentes geográficos de inclinadas ladeiras e desafiadoras encostas.


O esforço da ampliação das faixas exclusivas alcança expressiva marca de 300 quilômetros, embora em parte deles o compartilhamento com tráfego intenso produza nos usuários a sensação de segurança apenas ao saírem às ruas em horários de menor movimento.


A elaboração de um plano cicloviário será licitado pela prefeitura, como forma de mobilizar recursos de proteção, ao ritmo do aumento das áreas destinadas aos fãs dos pedais, contribuindo, assim, para reduzir emissão de gases na atmosfera.


Estaria, desta forma, a bem-amada ‘bike’ (em inglês) na posição ecologicamente saudável, não só para o planeta, pois o hábito de deslocar-se sobre as duas silenciosas rodas tem também o condão de fortalecer o corpo de quem prefere o guidão em vez de um volante.