Tiago Ferreira afirma que VLT causará mais de 2 mil demissões e cobra resposta do Governo do Estado

O vereador do PT afirma que não "dá para o sindicato assistir de camarote a perda dos postos". Por Márcia Guimarães e Raul Aguilar


Publicado no BNews

O vereador do PT e um dos diretores do Sindicatos dos Rodoviários no Estado da Bahia, Tiago Ferreira, prometeu uma ampla mobilização para abertura de uma mesa de diálogo com o Governo do Estado e a Prefeitura de Salvador para saber o que acontecerá com os trabalhadores que serão demitidos após o início do funcionamento do VLT no Subúrbio Ferroviário. Segundo o sindicalista, é possível que o número de demissões ultrapasse 2 mil, já que o novo modal deverá provocar uma redução significativa nos ônibus que rodam na região.


“O que será dos postos de trabalho que serão perdidos com o início do funcionamento do VLT do subúrbio? Essa é uma discussão de cunho social que precisamos fazer. Existe alguma proposta de remanejamento dos profissionais? O VLT substituirá 2 mil postos no setor, o que será feito em troca? Terão prioridade os rodoviários que perdarão os postos de trabalho. Vamos dialogar com o governo e prefeitura para resolver esse problema, que pode afetar toda sociedade", destacou Ferreira.


O vereador do PT afirma que não "dá para o sindicato assistir de camarote a perda dos postos" e que caso os governos se recusem a sentar e conversar, eles vão buscar uma "forma de fazer um protesto, até uma paralisação geral, para chamar para negociar, para eles explicarem o que será feito em relação aos postos de trabalho".


O diretor do sindicato dos rodoviários explica que por conta da reformulação do sistema de transporte em Salvador, a partir da criação dos consórcios, e da implantação do metrô, o número de postos de trabalho foi reduzido de 18 mil para um pouco menos que 11 mil.