Teimosia, burrice, incompetência ou uma "Farra do Concreto"?

Esse BRT já nasce condenado ao fracasso, destruindo o meio ambiente, causando sérios problemas climáticos, descaracterizando a "imagem urbana da cidade". Por Luis Prego Brasileiro


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Um ônibus articulado padrão BRT (Bus Rapid Transit) custa perto de um milhão [de reais] aproximadamente, o ramal que ligará a Estação Rodoviária (junção dos corredores da Av. ACM e Paralela) à Pituba nas proximidades do Parque Júlio Cesar (posto de combustíveis) não se conectará ao corredor da orla (na Pituba), ficando isolado, distante cerca de 1 km.


Em função dessa falta de ligação entre dois corredores com demandas consideráveis, o BRT nesse trecho servirá apenas como sistema de "sobe e desce", passando por 4 estações intermediárias, função que já é feita pelos ônibus comuns que já operam várias linhas passando pelo mesmo corredor, parando em um números maior de pontos ao longo do mesmo ao nível da rua, e que não estão encarapitados em cima de viadutos.


Será mesmo que os donos de ônibus de Salvador que só utilizam veículos com tecnologias defasadas (piso alto, motorização dianteira, molas de aço de caminhão, bancos duros de fibra, alguns poucos com ar condicionado e etc.) irão investir em ônibus mais caros só para fazer um mísero sobe e desce?


Esse BRT já nasce condenado ao fracasso, destruindo o meio ambiente, causando sérios problemas climáticos, descaracterizando a "imagem urbana da cidade", trocando o verde das árvores pelo cinza do cimento, impermeabilizando mais ainda o solo e tornando mais crítica a mobilidade urbana da cidade.


Não existe uma preocupação com planejamento a médio e longo prazo, não olham nem se preocupam com o futuro da cidade, ela lá que se dane.


O aspecto visual da cidade vai se degradando dia após dia, e, como se não bastasse, ainda mais a intricada rede de fiação que faz de Salvador uma imensa teia de aranha.


O BRT foi um projeto gerado pela teimosia de uma "empáfia vaidosa", cujo prazer é ter o nome gravado, após uma pomposa inauguração, numa vistosa placa pregada em alguma pilastra de concreto com os dizeres "fui eu que fiz", sobre os aplausos auspiciosos daqueles que realmente lucraram com essa "aberração".