[TCC] A bicicleta como meio de transporte na cidade de Salvador: a realidade e suas contradições

BERNDT, Philipp de Andrade. A bicicleta como meio de transporte na cidade de Salvador: a realidade e suas contradições. Monografia. Instituto de Geociências - Departamento de Geografia, Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2017.




RESUMO: A presença de infraestruturas cicloviárias e, consequentemente, de mais usuários do modal cicloviário de transporte é fato recente na cidade de Salvador-Ba. O contexto político no qual se dá o aparecimento desse modal como um meio efetivo de transporte em Planos Diretores é também uma novidade para a cidade.


Buscou-se entender de que modo esse Sistema Cicloviário vem sendo pensado e implantado. O aporte de referenciais teóricos permitiu a compreensão dos conceitos de Segregação Socioespacial e de Mobilidade, bem como a forma segregada de se produzir o espaço urbano, dentro do contexto soteropolitano. Realizou-se, com algumas limitações, um mapeamento do Sistema Cicloviário de Salvador presente até janeiro de 2017. O mapa indicou uma distribuição extremamente desigual das infraestruturas cicloviárias relacionando-se diretamente com o nível de renda da população.


A descontinuidade e a pouca abrangência espacial dessas infraestruturas foram traços marcantes, quando analisada a área do município de Salvador como um todo. Escolheram-se dois recortes, as ciclovias da Orla Atlântica e da Avenida Suburbana, para obtenção de dados primários mais precisos relativos aos perfis dos ciclistas usuários das mesmas e os principais usos que lhes são dados. A escolha se justificou por serem ciclovias localizadas em regiões contrastantes no tocante aos perfis socioeconômicos da população residente. Aplicou-se questionários aos ciclistas usuários nos dois recortes, fazendo-se sempre os trajetos através do modal cicloviário para se obter um conhecimento empírico e em loco dos usos de ambas ciclovias. Concluiu-se que as infraestruturas cicloviárias que vêm sendo implantadas em Salvador localizam-se, em geral, nos bairros mais centrais e com população de maior poder aquisitivo, em detrimento dos bairros populares e periféricos, que concentram a população que mais usa o modal como meio de transporte.


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