Téo Senna critica governador em relação ao monotrilho

Atualizado: 11 de dez. de 2021

“O governo estadual enganou a todos, destruindo o formato ferroviário e alterando o projeto de VLT”, afirma o vereador. Por Assessoria do vereador


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A implantação de um monotrilho elevado em substituição à linha férrea e os impactos da interrupção dos trens do Subúrbio no próximo dia 15 de fevereiro para início das obras do novo modal têm sido alvo de preocupação e críticas por parte do vereador Téo Senna (PSDB).

“Primeiro, porque o governo estadual enganou a todos, destruindo o formato ferroviário e depois alterando o projeto de VLT para monotrilho e, segundo e ainda mais preocupante, porque aumenta a tarifa de R$ 0,50 para o valor da passagem praticada nos metrôs de Salvador. Como fica os usuários do trem que não têm como pagar?”, questionou o vereador.

O posicionamento de Téo Senna endossa ação judicial impetrada pelo Ministério Público estadual (MP-BA) e o Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) junto ao Tribunal de Justiça, para que o governador Rui Costa apresente em até 15 dias estudos técnicos e sociais que apontem os danos causados aos usuários dos trens e a redução do acesso ao transporte, uma vez que o custo para quem utiliza os antigos trens é em média de R$ 20 por semana, subindo para cerca de R$ 160 com os ônibus e as linhas indicadas.

“Isso demonstra a total falta de sensibilidade do governo estadual para com a população mais carente de Salvador, justamente no momento em que a Bahia possui a maior taxa de desemprego do país, tirando com isso a dignidade e o direito de ir e vir da população do Subúrbio”, criticou o vereador, que também se preocupa com a diminuição de postos de trabalho dos profissionais que sobrevivem diretamente do sistema ferroviário da capital baiana.

As obras serão executadas pela empresa Metrogreen Skyrail, com previsão de duração de dois anos. Neste período, o trajeto operado pelo trem será realizado por ônibus integrados ao sistema metroviário. Uma pesquisa divulgada pelo MP-BA apontou que a maioria das pessoas que usam os trens do Subúrbio não tem renda suficiente para pagar passagem de ônibus.