Rui Costa revela mudança na construção da ponte Salvador-Itaparica; entenda

Governador da Bahia, Rui Costa (PT), comentou, nesta segunda-feira (5), modificações na operação do equipamento. Por Daniela Pereira e Yuri Abreu


Publicado no BNews

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), revelou, nesta segunda-feira (5), algumas mudanças na construção da ponte Salvador-Itaparica e que vão elevar um pouco mais o custo da operação do equipamento na Baía de Todos-os-Santos.


A declaração foi dada durante agenda na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). De acordo com o petista, a Marinha do Brasil demandou novas exigências que farão os gastos com a ponte elevarem em R$ 100 milhões.


"Nós estamos, nesse momento, cumprindo e fazendo a exigência da Marinha (...). A Marinha tinha dado OK para todo o projeto e, há meses atrás, apresentou um parecer exigindo a mudança da rota dos navios", disse Rui.

Segundo o governador, os navios, para entrar no porto, fazem um balão, entrando na altura da Feira de São Joaquim, fazendo a volta para pegar um canal mais profundo e entrar no Porto de Salvador.


"Como a ponte vai ficar próxima a Feira de São Joaquim, a Marinha disse que fez um estudo, baseada em uma situação de extrema criticidade, simulando uma tempestade que nunca aconteceu na Bahia, e com o maior navio que existe no mundo, com a tempestade empurrando o navio para a costa", comentou.
"Assim, ela exigiu que não aprovaria manter o canal longe da aproximação do Porto e que a gente só poderia começar a obra da ponte depois de mudar o canal. Para fazer um novo canal, tenho que desassorear, ali no fundo do mar, para que o navio que venha do mar aberto entre direto no Porto e não faça esse balão. Para fazer isso, custa R$ 100 milhões", acrescentou.

Ainda conforme ele, as sondagens na região já estão sendo feitas, na tentativa de identificar qual material está nas profundezas, para poder contratar o equipamento e fazer a dragagem para o navio, assim, venha direto do mar aberto para o porto, se afastando da ponte.


"A Marinha só autoriza o início dessa obra após esse canal feito. Paralelo a isso, estamos fazendo a sondagem dos pilares. Cada pilar vai ter uma fundação específica. Estamos renegociando o contrato em função da pandemia, e submetendo ao TCE o novo contrato para a homologação do TCE. Mas primeiro é preciso ser feita a dragagem", finalizou Rui Costa.