Mais de um ano após a interrupção do trem do Subúrbio, usuários nem sonham com chegada do VLT

A Sedur não respondeu aos questionamentos feito pela reportagem sobre a morosidade das obras. Por Maria Clara Andrade


Publicado no Metro1

Em 15 de fevereiro de 2021, os trens do Subúrbio deixaram de funcionar. Fabricados há mais de 50 anos, os trens faziam parte do cotidiano de centenas de soteropolitanos. Agora, mais de um ano depois, moradores do Subúrbio se queixam da morosidade das obras do VLT (Veículo Leve de Transportes), que deveria substituir a operação do trem na região.

"Tá crescendo mato, realmente tá abandonado", diz o produtor cultural Cristiano Portela, de 33 anos, morador do bairro de Plataforma. A previsão, segundo foi postado no site da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) do Governo da Bahia, é de que ainda no primeiro semestre deste ano, seriam realizados os primeiros testes operacionais do VLT em Salvador. Portela riu dessa previsão.

Ao Metro1, a Sedur afirmou que o atraso nas obras do VLT foi resultado da pandemia de Covid-19, "mas seguem com a implantação dos canteiros da Calçada e de pré-moldados em Simões Filho, assim como as obras do prédio de manutenção com serviços de terraplanagem e cravações de estacas na Calçada".

A pasta explicou ainda que um novo cronograma será discutido "entre as esferas do governo".

"A população ficou sem nenhuma coisa nem outra, nem obra do VLT, nem o trem para andar e pagando R$ 4,40 no ônibus", analisa Portela ao relembrar que a passagem do trem do Subúrbio custava R$ 0,50.

Ainda de acordo com o que foi publicado no site da Sedur, no cronograma original 100% do projeto do VLT deveria ser concluído no segundo semestre de 2024. "No segundo semestre desse mesmo ano [2022], um trecho de dois quilômetros entre as paradas Calçada e Santa Luzia será liberado. Em 2023, no primeiro semestre do ano, está prevista a entrega de um trecho de pouco mais de quatro quilômetros que deverá chegar até a parada Lobato", diz trecho do texto.