Despedida: Trem no Subúrbio faz última viagem após 170 anos de funcionamento; assista

A ferrovia que hoje liga o bairro da Calçada a Paripe, começou a ser criada em 1853, quando Joaquim Francisco Alves Muniz Barreto recebeu do Governo Imperial a concessão para a construção de uma estrada de ferro ligando Salvador à cidade de Juazeiro. Foi a primeira da Bahia e a quinta do Brasil.


Publicado no BNews

Às 19h30 um dos trens do Subúrbio de Salvador fez a última viagem do sistema e se despediu após 170 anos de funcionamento. O sistema ferroviário atual - que interliga o Subúrbio pela orla da Baía de Todos-os-Santos, em 10 estações que vão da Calçada ao bairro de Paripe - deixa de funcionar para dar lugar à implementação do Veículo Leve de Transporte (VLT), que, segundo o governo estadual, vai beneficiar cerca de 600 mil soteropolitanos.

A estimativa é que mais de 170 mil usuários vão se deslocar diariamente no novo percurso, que vai ligar o Comércio até a Ilha de São João, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

A Fase 1 das obras do VLT compreendem 19,2 quilômetros, com 21 estações e vai ligar o bairro do Comércio, na cidade baixa da capital, até a Ilha de São João, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Na fase 2, que liga a região de São Joaquim até o Acesso Norte (integração com o metrô) estão previstas mais 5 estações.

A ferrovia que hoje liga o bairro da Calçada a Paripe, começou a ser criada em 1853, quando Joaquim Francisco Alves Muniz Barreto recebeu do Governo Imperial a concessão para a construção de uma estrada de ferro ligando Salvador à cidade de Juazeiro. Foi a primeira da Bahia e a quinta do Brasil.

Em 2005, a gestão do trecho ferroviário entre as estações da Calçada e Paripe era de responsabilidade da Prefeitura de Salvador, porém, em maio de 2013, o sistema foi transferido para o Estado, juntamente com as obras do metrô, passando a ser administrado pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB). A região do Subúrbio, marcada pelo patrimônio dos marisqueiros e pescadores, após a conclusão das obras do VLT, ganhará também um museu ferroviário e um centro comercial de serviços na região.